sexta-feira, 11 de outubro de 2013
A partir de hoje, postarei camisas clássicas de minha coleção que, de uma forma ou outra, mexeram com o meu imaginário e, mesmo que indiretamente, fizeram com que eu desejasse iniciar uma coleção.

A primeira delas é a mítica, inigualável e eterna camisa da seleção romena de 1994.

A Copa de 1994 é a minha favorita de todos os tempos. Não foi a primeira Copa que acompanhei, mas foi o auge de meu vício por futebol. À época, eu vivia e respirava futebol basicamente o dia todo. Quando não estava treinando para ser o craque da vizinhança (sem sucesso algum, é verdade, devo ter sido o maior perna de pau dos campinhos de rua do Triângulo Mineiro), eu anotava os resultados de campeonatos do mundo todo em um caderno, ou jogava futebol de botão, muitas das vezes sozinho (tinha o cuidado de simular tudo da maneira mais realista possível, organizando campeonatos, tabelas e perfilando os jogadores para os hinos antes das partidas), ou assistia, claro, os jogos pela TV, com as  narrações clássicas de nomes como Januário de Oliveira e Osmar Santos.

Foi nesse contexto em que aguardei, ansiosamente, o início da Copa de 94. Eu já conhecia bem os jogadores e seleções participantes por conta do Álbum Panini e do guia da Copa da Placar. Mesmo antes do início da competição, a seleção que mais me chamava a atenção era a romena, por conta dos nomes diferentes e pela lembrança da torcida romena na Copa de 90, tremulando as bandeiras com o buraco ao centro, herança da recente queda de Nicolae Ceausescu.

Acompanhei a estreia da seleção romena, e aquele 3x1 contra a badalada Colômbia, tida como uma das favoritas do Mundial e que havia goleado a Argentina nas Eliminatórias, serviu para que eu me entusiasmasse ainda mais com aquela seleção de nomes diferentes, que se tornavam mais conhecidos a cada partida.

No dia em que eu completava 13 anos de idade, a Romênia enfrentava a Argentina e, surpreendendo a todos, mandou nossos vizinhos para casa, naquela que considero a minha partida favorita de todos os tempos.

Dias depois assisti a Romênia ser eliminada pela Suécia na cobrança de pênaltis, mas aquela eliminação não
desfez o meu interesse pela Seleção. Após a copa, tudo o que eu queria era uma camisa da seleção romena. Procurei por todos os cantos, aguentei o olhar estranho dos vendedores nas lojas de esporte de minha cidade e até cheguei a escrever para a Embaixada em Brasília, sem sucesso algum. 

Por isso que, muitos anos depois, não pude conter minha alegria ao finalmente encontrar a mítica camisa de 1994. Inicialmente encontrei o segundo uniforme, já postado aqui. Mas o primeiro uniforme também era um desejo e, quando surgiu a oportunidade, pude adquirí-la, com a personalização de Gica Hagi, o Maradona dos Cárpatos, que serve para valorizar ainda mais essa eterna camisa.




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